08/08/2017

Resenha: Eu te Odeio!


Título: Eu te odeio!
Autor(a): Corey Taylor
Editora: Planeta de Livros
Páginas: 224
Mascarado, Corey Taylor arrasta multidões cantando músicas aterrorizantes com o Slipknot. Ele tem muito mais a dizer e não será nada delicado!
Eu te odeio! é uma crítica direta, sem meias palavras, ao mundo moderno e a tudo aquilo que consideramos comum. Responsável pela condução de uma banda onde os integrantes vestem máscaras típicas de um filme de terror, Taylor faz uma avaliação devastadora, e ao mesmo tempo engraçada, sobre a sociedade atual, alfinetando os padrões de comportamento humano a partir de histórias reais vivenciadas por ele. Trabalho, escolas, educação dos filhos, a preocupação com o planeta, programas de televisão, bebida, drogas, reuniões de famílias e outras práticas do cotidiano são ridicularizadas pelo vocalista. Não se engane: o autor deste livro não é o Corey Taylor sem máscara, normalmente educado. Também não é o profissional que se preocupa com os fãs e os atende educadamente. Este é o nº 8! É aquele mascarado que canta músicas infernais no Slipknot. E ele está sem limites! Engraçado, profano, blasfemo e, acima de tudo, verdadeiro, Eu te odeio! é a pior versão de Corey Taylor e expõe o que há de mais insano e ridículo na sociedade moderna.

Nunca escondi de ninguém que amo Corey desde que tinha, praticamente, uns 15 anos e sempre que posso acompanho o andar de sua carreira, seja no Slipknot ou no Stone Sour, que são duas bandas que eu amo. Então fiquei extremamente feliz com a oportunidade de ler seu novo livro, que eu nem tinha esperança que seria lançado um dia no Brasil (Obrigada, editora Planeta). ♥

Ao contrário de sua primeira obra, Sete Pecados Capitais, Eu Te Odeio! tem um tom mais engraçado, visando mais para o humor negro e sarcástico da coisa toda. Neste obra Corey fala sobre tudo e todas as coisas que ele odeia no mundo e nas pessoas (principalmente as pessoas, no caso). E cara, é tão bom ler algo e pensar "caramba, eu super concordo com isso". rs Corey fala sobre realitys shows (que não são reais coisa nenhuma), pessoas que só olham para seu próprio umbigo e acham que o mundo gira em torno de si mesma, as músicas que são hits, família, amigos e crianças.


Eu gosto como ele expressa sua opinião, sem realmente se importar com o que os leitores vão pensar dele — sendo seus fãs ou não. Por mais que, em poucos momentos, eu tenha achado algumas ações loucas ou exageradas eu ainda conseguia entender seu ponto de vista através de seus argumentos. Ele não exala apenas ódio nessa obra, ele simplesmente fala algumas verdades que as pessoas (provavelmente) não estão preparadas para ouvir dos outros. Provavelmente muitos de vocês já se depararam com situações semelhantes das quais ele usou no livro e com certeza se identificariam com muitas delas. Um dos capítulos que mais gostei foi do que ele fala sobre as músicas que as gerações mais novas estão escutando e como elas são feitas e o que fala sobre moda. De certa forma esses dois capítulos podem estar conectados mesmo que indiretamente.

O livro não é uma biografia do autor, mas tem muitas passagens que ele comenta sobre sua própria vida; Acho que pode ser classificado como um livro de memórias e neste caso, como já devem ter notado, não é um livro de ficção. Mas independente disso a leitura é recomendada para fãs e não fãs deles, principalmente por conta de seu senso de humor e opinião, que pode acabar gerando diversos tipos de comentários por meio dos leitores. Eu sou muito suspeita para falar, mas sim: leia este livro se quiserem repensar um pouco sobre o mundo em que vivemos de uma forma não filosófica.

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